Brasil

Thursday, August 10, 2006

POEMAS DO MÊS DE AGOSTO DE 2006




ESTES SÃO OS POEMAS ENVIADOS PARA O CONCURSO
POEMA DO MÊS DE AGOSTO DE 2006














A FESTA


Com que roupa???
Com que roupa, amiga??
O dinheiro cadê ?
Ah! eu ?... Não me estressei
No consumismo
Não me consumei
Fui à festa
Vestida de mim mesma...
Da bagagem da vida...
Retirei:
blusa, saia..aquela bota!
Me perfumei
Do meu salto dancei, amei, cantei...
Fui à festa, vestida de mim mesma.

Maira Beatriz Engers. Porto Xavier- RS

DÚVIDA

Ser bom ou ser ruim
Ser paz ou ser guerra
Ser amor ou ser ódio
Ser amigo ou ser inimigo
Ser valente ou ser covarde
Ser um rato ou ser um homem
Ser uma criança alegre ou ser uma criança triste
Ser um sorriso ou ser uma lágrima
Ser rico ou ser pobre
Ser palhaço ou ser fantasma
Ser alguém ou não ser ninguém
Esta é a minha DÚVIDA...

Edimilson Engers dos Reis
11 anos - Porto Xavier- RS






Tu, em silêncio

O que dizem, não sei,
as palavras que buscasse.

Fala-me o não dizer
tranquilo silêncio do sempre estar
essência desejo em cada poro que respires
som de ser em ti gerado.

O que dizem, já sei,
as trovas que cantasse.

Ouço o não ouvir
corpo dançante do nunca acabar
amor antitempo
em cada compasso que (me) vivas.

João Azeredo (Tailândia)

ÀS MENINAS DA RAMBLA

Oh! Gaivotas noturnas.....
Que vagais sem rumo e sem pudores.....
Por essa Rambla insondável........

Oh! Mariposas vadias.....
Quantas noites insones.......

O Rio da Prata reflete nossos semblantes aflitos......
Apelos, pregöes, carícias compradas.......

Veräo, Outono, Primavera, Inverno........
Quarto crescente, minguante, lua cheia, maré vazante.....

O sol desponta em Buceo.......
E morre à tarde en El Faro......

365 dias por ano........

Inda uma vez, Adeus!


RACN/ Montevidéu/ Maio de 2005.





OBSCENO II

no lugar de trilhos
trilhas
de casebres e miséria
no lugar de trens
sonhos
de esperanças vãs
no lugar do apito
grito
no lugar da fumaça
lixo
e da máquina
a vapor e depois elétrica
diante
de tal obscenidade social
nem saudade
esperança ou lágrima
: apenas um poema factual

Autor: Carlos Alberto Pessoa Rosa

EMBALOS DE LUZ

Sem ao menos esperar,
Puxa-me pela mão e enlaça nossos corpos,
Para que juntos possamos sentir a harmonia,
Daquele som que inebria.

Pela madrugada escura, brilha a luz desses momentos.
Pois deles sempre renasce, a sensação violenta do amor.
Dançando sobre o tapete, pés descalços, só o toque.
Sentindo mais e mais a proximidade que nos envolve.

Essa é a dança da luz, luz que vem do coração.
Só a música quebra o silêncio, dos beijos apaixonados.
Dança da luz, onde estrelas descem para acompanhar,
A pureza de sentimentos, da beleza desse par.

Luz que dança a nossa volta,
Luz que está dentro de nós.
Luz que embala nossos passos,
Nesta dança que me faz tão sua em seus braços.

Autora: NANY SCHNEIDER - Curitiba - Paraná

O TEMPO E A VIDA
Autor: Francisco Simões
fm.simoes@terra.com.br


O tempo, o espaço,
O escasso viver,
O infinito em pedaços
De destinos traçados
Entre o bem e o mal,
Entre o ser e o não ser.

Os momentos passados,
O concento, o obscuro,
A rosa-dos-ventos,
O atual, o venturo,
O ser nascituro,
O juízo final.


CONSTRANGIMENTO
Autor: Antonio Almeida


Pelo espelho te observo,
Despir e vestir, comédia e drama.
Os belos traços de seus lábios seduzem,
A forma linda de seu corpo me induz,
A dedicar minha atenção a seu bailado.
Deslizar,
Sem arrependimento,
Minha mão em seu corpo,
Beijar sua boca, cheirar seu pescoço.
No meu maior tormento,
Em um breve sorriso seu,
Envergonho-me de meus pensamentos,
Neste lindo, incomodo,
Momento seu.


MULHER AUTENTICA
Autor: Cândido

Tem na alma segredos do meu fado
Que eu desvendei em noites de ternura
E tem no sangue de cada aventura
Os genes da inocência e do pecado.

Tem nos seios o leite da riqueza
Para os filhos que a vida lhe parir
Tem no rosto vontades de sorrir
Pra quando se esbarrar com a tristeza.

É recta como a régua duma jura
É doce como a fruta já madura
Que o Éden deve ter no seu pomar.

Se nas voltas que o mundo ainda der
Eu voltar a encontrar essa mulher
É com ela que eu quero me casar.

NEM VI PASSAR

Acordei nos braços da melancolia
Passei minutos
Passei horas
Passei o dia

Despertei no abraço da tristeza
Foi tanto tempo
Perdi a noção
Da noite e do dia

Adormeci no leito da felicidade
Eu quis dançar
Sorrir cantar
Vi que morria

Autora: Lúcia Martins- Santa Catarina

OBSCENO II
no lugar de trilhos
trilhas
de casebres e miséria
no lugar de trens
sonhos
de esperanças vãs
no lugar do apito
grito
no lugar da fumaça
lixo
e da máquina
a vapor e depois elétrica
diante
de tal obscenidade social
nem saudade
esperança ou lágrima
: apenas um poema factual

Carlos Alberto Pessoa Rosa